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Capa ilustrativa de Bacurau

Bacurau (2019)

Filme · 2019 · 2h11

SuspenseAção e aventuraNacionais

Um povoado do sertão some dos mapas e passa a sentir uma ameaça vinda de fora, num faroeste brasileiro tenso e político.

Redação

Público

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Sinopse de Bacurau

Oeste de Pernambuco, daqui a alguns anos. Teresa volta ao pequeno povoado de Bacurau para o enterro da avó, Carmelita, figura querida da comunidade. O lugar vive isolado, depende de caminhões-pipa para ter água e recebe visitas apenas do prefeito da região, que aparece em época de eleição. Logo depois do velório, coisas estranhas começam a acontecer: o vilarejo deixa de aparecer nos mapas, o sinal de celular falha, um objeto voador ronda o céu e animais aparecem soltos durante a noite. Moradores como a médica Domingas e o enigmático Pacote percebem que algo está fora do lugar. Quando forasteiros com sotaque estrangeiro passam a circular pela região, Bacurau precisa entender o que está em jogo e decidir como responder.

Crítica de Bacurau: nota 8,8/10

Bacurau é o raro filme brasileiro que mistura faroeste, ficção científica e sátira política sem perder o controle do tom. Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles começam devagar, quase como um documentário sobre a vida num povoado do sertão, e vão apertando o parafuso até a tensão se tornar insuportável. Esse início paciente é essencial: quando a ameaça finalmente se revela, o espectador já conhece as casas, os rostos e as relações daquela comunidade, e cada morador importa. Sônia Braga tem presença magnética como Domingas, Silvero Pereira cria um Lunga inesquecível e Udo Kier empresta ao vilão uma frieza perturbadora. A direção dialoga abertamente com o cinema de gênero americano, de John Carpenter aos westerns, mas usa essas referências para falar de abandono estatal, memória e resistência no Nordeste. A fotografia transforma a luz dura do sertão em ameaça e as noites em território de medo. O roteiro às vezes carrega na caricatura dos forasteiros, e a mensagem política é mais direta do que alguns gostariam, o que segura a nota abaixo dos clássicos do guia. Mesmo assim, é cinema vigoroso, original e com cenas de violência que não se esquecem, uma experiência que pede tela grande, som alto e disposição para sair incomodado da sessão.

  • Faroeste, ficção científica e sátira política no sertão brasileiro
  • Elenco forte com Sônia Braga, Silvero Pereira e Udo Kier
  • Tensão construída com paciência até explodir em violência memorável

Crítica da Redação IPTV Brasil 4K · 24 de outubro de 2026 · Como avaliamos

O que é Bacurau e onde o filme se passa

Bacurau é um longa-metragem de 2019 com 131 minutos, dirigido por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles numa coprodução entre Brasil e França. A história se passa num povoado fictício do oeste de Pernambuco, num futuro próximo que a abertura define apenas como daqui a alguns anos. O nome vem de uma ave noturna do sertão, imagem que combina com uma comunidade acostumada a sobreviver longe dos olhos do resto do país.

Kleber já havia chamado atenção com O Som ao Redor e Aquarius, este também estrelado por Sônia Braga. Em Bacurau, ele e Dornelles trocam o drama urbano do Recife pelo interior e pelo cinema de gênero, sem abandonar o interesse por território, classe e memória que atravessa a obra do diretor. A nota 8,8 da redação reflete a ousadia da proposta.

Quem é quem no elenco de Bacurau

  • Bárbara Colen: Teresa, que volta ao povoado para o enterro da avó.
  • Sônia Braga: Domingas, médica da comunidade, de temperamento forte.
  • Thomas Aquino: Pacote, morador com um passado violento que tenta deixar para trás.
  • Silvero Pereira: Lunga, fugitivo procurado e figura temida da região.
  • Udo Kier: Michael, líder de um grupo de estrangeiros que circula pela área.

O elenco reúne nomes consagrados e rostos menos conhecidos do grande público, o que dá ao povoado uma textura realista. O ator alemão Udo Kier, veterano do cinema europeu, funciona como contraponto perfeito: sua presença fria e deslocada deixa claro, desde a primeira aparição, que aquele mundo não pertence aos forasteiros.

Bacurau é um faroeste? Gêneros e influências

Sim, e não só isso. A estrutura lembra um western clássico, com uma comunidade isolada, um grupo armado que se aproxima e a pergunta sobre quem vai defender o lugar. Ao mesmo tempo, o futuro próximo, a tecnologia de vigilância e o objeto voador puxam para a ficção científica, e o desenvolvimento final aposta no suspense e na ação. Críticos apontaram ecos de John Carpenter, do faroeste italiano e do imaginário do cangaço.

Essa mistura faz de Bacurau um título difícil de encaixar numa só prateleira. No guia, ele aparece entre os suspenses que prendem do início ao fim e também na seleção de ação e aventura, justamente por transitar entre esses registros sem perder a identidade brasileira.

Temas de Bacurau: memória, água e apagamento

O filme fala de um lugar que o poder público trata como descartável. A água chega por caminhão, a escola resiste com poucos recursos e o prefeito aparece apenas para fazer campanha. Quando Bacurau some dos mapas digitais, a metáfora fica explícita: há comunidades que podem ser apagadas sem que ninguém perceba. O museu local, que guarda a história do povoado, ganha peso simbólico à medida que a trama avança.

Outro tema é a coletividade. Não há um herói único; o protagonista é o próprio povoado, com seus conflitos internos, rituais e laços de solidariedade. Essa escolha transforma a narrativa numa reflexão sobre identidade e pertencimento no Nordeste, sem revelar de antemão como a comunidade vai lidar com a ameaça.

Como Bacurau fica em 4K: sertão, noite e som

Visualmente, Bacurau vive de extremos. Durante o dia, a luz dura do sertão produz céu muito claro, terra avermelhada e sombras recortadas, um desafio para TVs que estouram os realces. À noite, o povoado mergulha num escuro com poucas fontes de luz, e uma tela com preto fraco transforma tudo em cinza. Os enquadramentos abertos valorizam o horizonte e a distância entre as casas, o que torna uma TV grande especialmente recompensadora.

O som tem papel narrativo: o zumbido do drone, o silêncio do sertão e tiros secos pedem volume e faixa dinâmica. Antes de assinar, faça o teste IPTV e confira o catálogo no seu aparelho; para escolher quantas telas e qual qualidade fazem sentido na sua casa, veja os planos IPTV 4K.

  • Modo Cinema ou Filmmaker para manter a terra avermelhada natural.
  • Contraste dinâmico desligado nas cenas de dia, evitando céu estourado.
  • Suavização de movimento desligada nas sequências de ação.
  • Brilho reduzido e luzes apagadas para as cenas noturnas.
  • Volume acima do habitual ou soundbar para os efeitos sonoros.

Prêmios e recepção de Bacurau

Bacurau estreou na competição oficial do Festival de Cannes de 2019 e ganhou o Prêmio do Júri, dividido naquele ano com Os Miseráveis, de Ladj Ly. No Brasil, o lançamento coincidiu com um momento político acirrado, e o filme foi lido como alegoria sobre resistência e abandono do interior, gerando debates intensos. A combinação de prestígio internacional e sucesso de conversa transformou o longa num dos títulos nacionais mais discutidos daquela década.

Para quem é Bacurau e filmes parecidos

Indicado para quem gosta de cinema de gênero com camadas políticas, de faroestes e de histórias sobre comunidades sob ameaça. Tem violência gráfica e não é sessão para crianças. Quem gostou da paisagem árida e da ação crua pode emendar com Mad Max: Estrada da Fúria; quem prefere a crítica social em formato de jogo mortal encontra em Round 6 uma série de temas vizinhos. Para outra viagem ao sertão, agora em tom de drama, Central do Brasil é a escolha natural.

Onde assistir Bacurau

Para ver Bacurau na Smart TV, no TV Box ou no celular, faça o teste IPTV grátis e confira o catálogo sob demanda no seu aparelho antes de assinar. Se ainda não configurou o aplicativo, o guia como instalar IPTV mostra o passo a passo de cada aparelho.

Perguntas sobre Bacurau

Bacurau é baseado em história real?

Não. Bacurau é ficção original, ambientada num povoado inventado do oeste de Pernambuco, num futuro próximo. O filme, porém, dialoga com questões reais do Nordeste, como o abastecimento precário de água, o abandono do interior pelo poder público e a memória do cangaço, o que faz muita gente enxergar nele uma alegoria do Brasil contemporâneo.

Quem dirigiu Bacurau?

Bacurau foi dirigido em dupla por Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles e lançado em 2019, numa coprodução entre Brasil e França. Kleber é conhecido por O Som ao Redor e Aquarius, filmes ambientados no Recife. Em Bacurau, a dupla leva esse olhar sobre território e classe para o sertão, misturando faroeste, ficção científica e suspense.

Bacurau ganhou prêmio em Cannes?

Sim. O filme competiu pela Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2019 e recebeu o Prêmio do Júri, dividido naquele ano com Os Miseráveis, do francês Ladj Ly. O reconhecimento colocou Bacurau entre os títulos brasileiros de maior projeção internacional da década e ampliou a curiosidade do público dentro e fora do país.

Bacurau é muito violento?

A primeira metade é lenta e contemplativa, mas o filme tem cenas de violência gráfica, com tiros e sangue, especialmente na parte final. Não é indicado para crianças nem para quem se incomoda com imagens fortes. A violência tem função narrativa e política, mas é mostrada de forma direta; confira a classificação indicativa antes de assistir.

Como ajustar a TV para assistir Bacurau?

Prefira o modo Cinema ou Filmmaker e desligue o contraste dinâmico, que tende a estourar o céu claro do sertão. Desative a suavização de movimento nas cenas de ação e reduza o brilho em ambiente escuro para as sequências noturnas. No som, uma soundbar valoriza o zumbido do drone, os silêncios e os tiros secos.

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